domingo, 16 de julho de 2017

Início da Farmacognosia Brasileira

Farmacognosia foi um termo criado por Seydler em 1815, para designar uma nova ciência e sistematizar melhor o estudo dos medicamentos. Para expressar melhor sua nova forma de trabalho o autor publicou em 1832 um livro intitulado “Grundriss der Pharmakognisie de Pflanzenreich”. A palavra grega Pharmakon, significa substância medicinal, planta curativa ou veneno e Gnosis, conhecimento, assim esta palavra passou a ser usado por Guibourt, professor da Faculdade de farmácia de Paris para designar uma disciplina do curso de Farmácia, que deveria estudar os remédios a partir das drogas simples.

Antes dele no entanto, o químico alemão Theodoro Martius, já havia usado a mesma palavra para designar o estudo do princípios ativos das plantas que resultavam em remédio. Isto acontecia na Europa do começo do século XIX onde o desenvolvimento dos remédios e dos estudos de farmácia progredia vertiginosamente entre a Franca e a Alemanha.
A farmácia na Europa deste começo do século XIX era uma ciência natural que tratava do conhecimento, preparação, valorização, estabelecia preço de mercado, e conservação do medicamento.
Nestes primeiros anos desta nova ciência, farmacognosia, buscava-se estudar substâncias medicinais que provinham da natureza sem necessariamente estar relacionada exclusivamente ao reino vegetal. Assim, rapidamente se isolaram conjunto de fármacos minerais, depois animal. Entretanto, apareceram novas substâncias medicinais de origem biológica, assim como a síntese química, a copia sintética da natureza, e rapidamente se desenvolveram novas disciplinas e com isso a palavra e o ensino de farmacognosia se restringiu ao estudo de todos os medicamentos simples que normalmente se originavam das plantas medicinais.
Identificação botânica macroscópica da planta e separação dos princípios ativos conhecidos era o principal trabalho dos farmacêuticos europeus do século XIX.
No brasill deste mesmo período os estudantes de farmácia eram poucos, 7 a cada 10 anos, e os laboratórios de química só foram instalados nas faculdades de medicina, Bahia e Rio de Janeiro, na segunda metade do século. Com isso deixamos claro que a farmacognosia é um estudo que só passou  ser ensinada nas faculdades brasileiras, depois de muita discussão acadêmica, no inicio do século XX. Isto no entanto, não deve significar que os estudos farmacognosticos de nossa flora não começaram no século XIX.
No brasil deste mesmo período os estudantes de farmácia eram poucos, 7 a cada 10 anos, e os laboratórios de química só foram instalados nas faculdades de medicina, Bahia e Rio de Janeiro, na segunda metade do século, Com isso deixamos claro que a farmacognosia é um estudo que só passou a ser ensinada nas faculdades brasileiras, depois de muita discussão acadêmica, no inicio do século XX. Isto, no entanto, não deve significar que os estudos farmacognosticos da nossa flora não começaram no século XIX.
A Europa produzia cientistas demais para sua já muito pesquisada fauna e flora. O Novo Mundo, principalmente países de clima e florestas tropicais desafiavam os jovens cientistas do velho mundo. Por pouco tempo, alguns anos, ou para o resto de seus dias os jovens cientistas do começo do século XIX sabiam que do outro lado do Atlântico ls vieram para ficar e, entre os ficaram lhes aguardava o sucesso e as novas descobertas. Muitos vieram e voltaram para Europa, outros ficaram entre os que ficaram o mais brilhante dos primeiros farmacêuticos que se radicaram no Brasil., Theodoro Peckolt (1822 – 1912).
Peckolt desembarcou no Rio de Janeiro em novembro de 1847. Em 1848 começou a conhecer o interior do pais. Montado em um cavalo começou pelo Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais. Neste jovem Brasil haviam poucos médicos no interior e os conhecimentos farmacêuticos do jovem naturalista colocavam-no na posição de prestar serviços médicos aos doentes que o consultavam. Destes serviços recebia interessante presente para a sua coleção botânica. Cantagalo na Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro. A cidade naqueles tempos tinha ricas plantações de café e belas matas intactas para suas pesquisas.
Pesquisou durante 10 anos para apresentar sua primeira obra na Exposição Nacional em 1861. “Catálogo Explicativo da Coleção da Pharmacognosia e Química Orgânica Enviada a Exposição Nacional de 1861” são os primeiros resultados de suas pesquisas que vem a público. Escreve o autor: “Tudo que minha coleção tem é feito por mim e não há nenhum produto estranho”.
As diversas análises executadas por mim acham-se publicadas, em parte, no Archivo de Pharmácia da Alemanha do Norte. Reparti a minha coleção em séries seguindo, mais ou menos o sistema Pharmacognostico.
A escolha da organização dos seus estudos o acompanha pelos seus 65 anos de pesquisa. Ao analisarmos toda a sua obra observamos que a qualidade e quantidade das informações das espécies colhida neste primeiro momento o acompanham durante toda a sua existência. Sua principal preocupação será, sempre, ensinar ao povo brasileiro a importância de sua fauna e flora, absolutamente desconhecida e desprestigiada na época.
Bibliografia: Peckolt, Theodoro e Gustavo - Historia das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil – (1888 a !914).

Para saber mais: Santos , Nadja Paraense - http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702005000200018

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